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Perdida no Mundo

  • Foto do escritor: Lu Bohn
    Lu Bohn
  • 6 de ago. de 2019
  • 2 min de leitura

Meu pai entrou na sala e perguntou o que eu achava de ir estudar inglês fora do país. E eu ali pensando em como inserir o mesmo assunto nas nossas conversas. Tive muita sorte (e um baita previlégio, eu sei!). Disse pra ele que primeiro queria terminar a faculdade (que já era a segunda graduação) porque tinha medo de não terminar depois que fosse viajar. Eu já sonhava com aquele mundo todo e sabia que a chance de não querer voltar pra casa seria grande. 


Eu realmente não quis voltar ao final dos 6 primeiros meses. Fiquei mais três e, de novo, não queria voltar. Mas voltei. Só que passei um ano inteiro me preparando pra “voltar pra fora”. 


Foi só quando passei o ano todo fora é que tive certeza que o lugar que eu queria estar, era aqui mesmo. E aí voltei. Mas o mundo não parou enquanto eu estava longe. E aí eu já não sabia mais como voltar a ser parte de daquele lugar ao qual eu sentia que pertencia.


Perdi o fio da meada, sabe como é?


Então eu inventei que não queria mais ser comunicadora (oras, vê se pode!). Fui estudar administração e trabalhar em um consulado. Era lá que eu ia me achar! Tolinha… até achou que se achou, mas ela ainda não estava pronta. Levei um puxão de orelha quando fiquei em terceiro lugar no concurso pro posto de trabalho que eu mesma desenhei. Fui chamada no consulado, mas só porque eles se importaram a ponto de me fazer entender o que eu precisava trabalhar em mim. Saí de lá ligando pra minha prima, que é psicóloga, e comecei a terapia (calma, não com minha prima, foi uma indicação dela). 


Mas eu precisava trabalhar, me ocupar, me sentir útil e não sabia mais aonde me encaixar. Eu viajei bastante naquele tempo fora e pensei em tentar hotelaria. Fui trabalhar no setor comercial de uma rede de hotéis daqui do sul. Foi uma baita experiência, onde aprendi muito. E eu acho que sim, a hospitalidade faz parte de mim, mas isso não fica muito longe da comunicação, né?


E aí que eu dei toda uma volta de 2012 pra cá, pra voltar onde eu parei. Pra buscar aquelas pessoas com as quais eu me relacionava antes de partir e que, na verdade, nunca estiveram longe. E agora estou voltando pra uma paixão que nunca deixei totalmente de lado. Comunicar é muito forte em mim. Até quando eu não quero, eu me expresso. E a fotografia é minha forma de expressão mais manifesta, mas eu juro que vou voltar a escrever também. E aqui está um primeiro exemplar da raça, cru e com toda sinceridade e transparência que me são notórias.

 
 
 

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